Arquivo de Beatles

#1512 – Virada Cultural confirma Charles Bradley e Man or Astroman?

Posted in Evento, Pop, Rock, Soul with tags , , , , , , , , , , , , , on 16 de abril de 2012 by Ricardo Somera

Na última sexta-feira (13) foi divulgada a programação da Virada Cultural de São Paulo que acontece dias 5 e 6 de maio.

Nome importantes como Gilberto Gil, The Abyssinians (Jamaica), Charles Bradley (EUA), Titãs (tocando Cabeça de Dinossauro), Suicidal Tendences (EUA), Man or Astro-man?(EUA), Bloco do Sargento Pimenta (tocando Beatles com uma pitada de Carnaval), Trupe Chá de Boldo, A Banda Mais Bonita da Cidade, Cruz e Bixiga 70.

Além de diversas atrações como Macumba Antropófaga Planetária (Teatro Oficina) e programação nos SESCs da cidade com Jorge Ben, Casuarina, entre outros.

A programação completa está no site do evento.

#1652 – Beatles, Black Keys e Adele entre os vinis mais vendidos em 2011

Posted in Clássico, Indústria, Indie, Rock with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 6 de janeiro de 2012 by Ricardo Somera

O mercado de vinil mesmo representando menos de 4% da indústria da música a cada ano cresce mais e mais. Abbey Road (The Beatles) é pelo terceiro ano seguido o vinil mais vendido nos EUA com o total de 41.000 cópias (em 2010 foram vendidas 35 mil). A lista tem muita coisa boa como The Black Keys (com dois álbuns), Adele, Fleet Floxes e Radiohead. Outro que ocupa duas posições é Bon Iver (queridinho dos hipsters – nunca escutei, mas ouvi muito sobre).

Abaixo a lista completa:

1 – The Beatles – Abbey Road (41.000)
2 – Fleet Foxes – Helplessness Blues (29.700)
3 – Bon Iver – Bon Iver (27.200)
4 – Mumford & Sons – Sigh No More (26.800)
5 – Radiohead – The King of Limbs (20.800)
6 – Adele – 21 (16.500)
7 – Bon Iver – For Emma, Forever Ago (16.200)
8 – Wilco – The Whole Love (14.900)
9 – The Black Keys – Brothers (14.200)
10 – The Black Keys – El Camino (13.800)

Pra se ter uma ideia a soma das vendas do top 10 de 2011 somou 221.100 cópias, mas que os 160.200 do ano de 2010 que teve menos “lançamentos” na lista.

Abaixo a lista de 2010

1 – The Beatles – “Abbey Road” (35,000)
2 – Arcade Fire – “The Suburbs” (18,800)
3 – The Black Keys – “Brothers” (18,400)
4 – Vampire Weekend – “Contra” (15,000)
5 – Michael Jackson – “Thriller” (14,200)
6 – The National – “High Violet” (13,600)
7 – Beach House – “Teen Dream” (13,000)
8 – Jimi Hendrix Experience – “Valleys of Neptune” (11,400)
9 – Pink Floyd – “Dark Side of the Moon” (10,600)
10 – The XX – “The XX” (10,200)

Parece que o vinil voltou com força.

#1689 – Os três melhores shows do Planeta Terra (o festival, ok?)

Posted in Evento, Indie, Manguebeat, Rap, Rock with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , on 6 de novembro de 2011 by Ricardo Somera

Strokes

Foi um super presente pra todos que estavam no festival ver um show do Strokes quando o primeiro álbum da banda – This Is It – completa 10 anos. Se parar pra pensar os Strokes (junto com o White Stripes) que deram o pontapé inicial no que chamamos de indie rock. “Last Night” virou hit obrigatório em todas as festas e depois foi um sucesso atrás do outro.

Voltando ao show: até a quinta música fiquei muito lá na frente no meio da galera e além de não estar conseguindo ver nada o som tava muito ruim. Decidi sair do aperto, pegar uma cerveja e ver um pouco mais de trás. Perfeito! O som estava alto e perfeito pra quem ficou um pouco atrás e a visão era muito melhor. Um hit atrás do outro e uma gritaria só a cada final de música. Foi demais, muito bom mesmo, pra mim foi o show do ano.

1        O que era o Julian com aquele boné estilo Kanye West?

2        Brasileirada gritando: “Fabrízio, Fabrízio!”

3        “You Only Live Once” e “Under Cover of Darkness” viraram YOLO e UCOD no telão. Na hora eu não tava entendendo nada, mas li que copiaram o nome da setist dos caras…rs

Nação Zumbi

Pra mim entre todas aquelas bandas escaladas para o festival a Nação Zumbi era a que estava mais deslocada. Não são “novidade”, “indie” ou gringos. Mas quando entraram no palco mostraram que era uma banda muito melhor que muitas das que iriam se apresentar. Foi uma celebração! A versão de Umbabarauma (Jorge Ben) ficou sensacional e mesmo já tendo visto o show antes surpreendeu muito e se não tivesse o Strokes pra “atrapalhar” seria sem dúvida o melhor show do festival.

Achei meio babaca o Jorge Du Peixe criticar o festival por colocar a Nação pra tocar num horário onde o sol estava muito forte e o público estava prejudicado e blá blá blá. Que deselegante..rs. Achei o horário muito bom e o clima tava a cara da banda: quente.

Criolo

Eu sou suspeito pra falar do show do Criolo. Curto muito o cara, o novo álbum e também o show. Recentemente vi no Inferno, mas a apresentação era sem banda (MC+DJ). Dessa vez teve Curumin na bateria, Daniel Ganjaman no teclado e uma ótima surpresa: Rodrigo Campos no cavaquinho (sou fã!). Ótima pedida para abrir o festival já que o Criolo está “na crista da onda”. Legal ele ter tocado” Cerol” e “Vasilhame” (músicas que não estão no álbum), mas faltou “Demorô”. Ta de parabéns!

Demais bandas:

Era tarde, tava com fome, não queria ver Interpol e depois de uma fila de 20 minutos pra comprar o lanche me arrisquei ir ver Goldfrapp. A vocalista parecia a Madonna, mas sem ter feito chapinha. rs O som não era dos melhores, mas com o passar do tempo foi ficando bom, até virar uma baladinha. Sem querer vi o show inteiro, foi um tempo que tinha tirado pra descansar, mas até dei uma dançadinha. Antes tinha visto o White Lies que abriu o show com o hit “Farewell To The Fairground” e pra mim o show começou e acabou por ali, talvez por ser a única música que conheço e gosto. Muito depressivo, pau mole, sei lá. Fui sentar e fiquei bebendo e batendo papo e pensando: que gringaiada idiota. O maio calor e os caras com calça e camisa abotoada até o pescoço.

Dei uma olhada no Broken Social Scene e achei chato. A banda gringa que mais me surpreendeu foi Beady Eye. Fui para a área do Main Stage pra descansar os pés pro Strokes e gostei do que vi. O Lian parecia simpático, as músicas as vezes me lembrava Oasis e as vezes Beatles (pq será? rs). Nada demais, mas me surpreendeu muito!

As demais bandas não tive tempo ou saco pra ver. Que venha o Planeta Terra 2012.

#1738 – DJ Hero apresenta Daft PUNK

Posted in Eletrônica with tags , , , , on 17 de setembro de 2009 by Ricardo Somera

Há tempos tinha ouvido falar do DJ Hero, mas nunca mais ví nada sobre o projeto. Acho que a imprensa ficou tão impressionada e alienada com o Rock Band dos Beatles que nada mais em games importa tanto. Hoje lí que o Daft Punk é a próxima “banda” a fazer parte do projeto e juro que fiquei com muita vontade de ter uma “game pick up”. No You Tube ví que já tem Beny Benassi e outros DJs participando. Quando lançar um com o Justice e outro com o Chemical Brothers vou fazer de tudo pra comprar o game. Dá uma olhada no trailer do DJ Hero com Daft Punk.

vi no Popload

#1867 – A Curitiba que eu desconhecia

Posted in Rock, Sertanejo with tags , , , , , on 1 de abril de 2009 by Ricardo Somera

Eu JURO que já morei em Curitiba e foi lá que fui na minha primeira “balada” rock.

Foi no Empório São Francisco(em 1999), num sábado com Sexofone no palco e muito Mutantes, Made in Brazil e Beatles durante toda noite. Eu nem morava lá e a cidade era bem rock´n roll. Em 2004 passei no vestibular e fui morar num pensionato até eu encontrar um apê.

Todo mundo que eu andava e a maioria dos lugares que eu frequentava era do rock. Empório, Crossroads, Hermes, Porão 88, James, etc. Como a gente batia cartão nos shows do Crackerjack (no Cross), da Réles e do Sexofone (no Empório) e algumas quartas rock no James a cidade parecia o lugar mais roqueiro do mundo, ou melhor, do sul do mundo.

De tanto uma amiga minha insistir pra eu ir numa rave com ela eu decidi que deveria conhecer algo um pouco diferente e me arrisquei ir numa dessas festinhas de psy trance. As raves em Curitiba viraram moda em 2005/2006 com grandes festivais todo fim de semana, que cobravam em média R$35 reais e aglomerava umas 5 mil pessoas por fim de semana (eu só fui em festas desse tipo com mais de 20 mil pessoas!).

Quando me mudei pra São Paulo em julho de 2006 a imagem que eu tinha de Curitiba era: não há lugar mais rock´n roll e tão forte com a música eletrônica quanto Curitiba. Os bares durante toda a semana (no frio ou no raro calor) sempre tinham um bom público pras bandas locais e muitas vezes lotados.

No último dia 26 o principal jornal do Paraná (Gazeta do Povo) divulgou uma pesquisa sobre o perfil do curitibano e até agora não consegui acreditar no resultado da pesquisa.

“Quando o assunto é música, o que garante a preferência de 48% dos moradores da Grande Curitiba é a sertaneja. Este gosto deixa o segundo lugar, a MPB, muito atrás, com 17%, e o rock em quinto, com 14% de adeptos.” parágrafo inicial da reportagem.

Eu morei em outra Curitiba, ela era fria, todo mundo morava sozinho, tudo era barato, taxi pro Empório saia R$ 4 por cabeça, as pessoas achavam que lá era Londres, todo mundo gostava de rock, no DCE tocava rock, no churrasco tocava eletrônica e até TIM Festival tinha por lá. Hoje muita coisa mudou ou eu vivia numa bolha limpa, cheio de gente com cara blasé e que tocava rock a semana inteira!