Arquivo de outubro, 2011

#1693 – Mesmo sem aparecer Alex Turner é o destaque de “Submarino”.

Posted in Cinema with tags , , on 27 de outubro de 2011 by Ricardo Somera

Ontem fui na Mostra ver “Submarino”. O trailer me instigou e também porque sabia que a trilha sonora era do Alex Turner (Arctic Monkeys / The Last Shadow Puppets). Gostei muito e acho que vou rever quando estrear regularmente nos cinemas.


O filme mostra um período da vida de Oliver Tate de 15 anos que acha que é um gênio da literatura, descolado e maduro. Na verdade, Oliver é um jovem que esconde a sua solidão e frustrações por trás de uma imaginação fértil.


Gosto bastante de histórias de descobertas – sejam fantasiosas ou adolescentes – e Submarino é uma dessas histórias bem contadas e que atiliza muito bem elemento “gráficos” para te inserir no contexto do protagonista. Acho que dá pra entender melhor o que digo vendo o trailer:

A trilha sonora é um presente a parte, penso que é o lado B ou o segundo álbum do TLSP. Coisa linda.

Algumas curiosidades:
– Ben Stiler “apresenta” o filme e aparece alguns segundos durante uma citação de Oliver sobre novelas americanas.
– Parte mais bonita do filme (visualmente): quando Oliver fantasia seu relacionamento com Jordana em super 8.
– Parte mais psicodélica: a volta de bike no Ano Novo.

Ainda dá pra ver o filme hoje às 19h50 no Espaço Unibanco Pompéia – sala 1 (Bourbon Shopping). Super RECOMENDO.

*esse post não pretende ser uma crítica de cinema, apenas uma indicação.

#1694 – Atletas da noite ganham “centro esportivo” na Rua Augusta

Posted in Artes Plásticas, Indie, Propaganda with tags , , , , on 26 de outubro de 2011 by Ricardo Somera

Recentemente a Puma lançou uma campanha para os atletas da noite e o conceito “Puma Social” para o público que gosta de esporte, mas não quer troféus (quer o telefone de outra pessoa!) ou não quer acordar as 5 da manhã pra correr (pq a essa hora está pegando o taxi de volta pra casa).

Após o vídeo The After Hours Athlete (DROGA5 / NY) levar o Grand Prix em Cannes percebi que as ações dessa campanha aumentaram aqui em São Paulo.
Aconteceram algumas festas com as bandas Twin Shadow, YUCK, The Transmission, No Regular Play, entre outras e recentemente abriu um “centro de esportes da noite”: o Puma Social Club.

Domingão as 6 da tarde após uma perigrinação – sem sucesso – para tentar achar um ingresso na Mostra decidimos descer a Augusta e conferir a “balada/bar/clube/esquenta”.


O Puma Social Club São Paulo vai funcionar por três meses no local onde funcionava a loja do Mercado Mundo Mix das 17h até a meia noite. As atrações são as mesas de sinuca, ping pong, pebolim, dardos, fliperama e também rola pedir cartas e alguns outros jogos de tabuleiro. Como cheguei bem cedo deu pra aproveitar todos os jogos sem fila.

Nos fundos tem uma mini galeria de arte, uma loja (que não sei se vende os produtos) e um fomódromo na parte de cima. Os pontos negativos foram: Itaipava a 6 reais (normal pra balada, mas acho caro cerveja na balada) e Aerosmith que tava rolando.
Achei a idéia super bacana e que tem tudo a ver com a galera que sai pra “noitada”.

São Paulo precisa de iniciativas bacanas como esssa.

#1695 – Comprei…mas não vou.

Posted in Indústria, Indie, Rock, Sertanejo with tags , , , on 25 de outubro de 2011 by Ricardo Somera

Ficou empolgadaço com a vinda do Pete Doherty, Pearl Jam ou do The Kills. Comprou ingresso no primeiro dia. E só depois descobriu que vai viajar a trabalho pra BH.

O que fazer? Vender pros amigos que gostam do Fernando e Sorocaba? Dar pro amigo baladeiro pobre (tipo eu!)? Não, se “comprou e não vai” existe um lugar pra você repassar o seu ingresso.

O site de venda e compra de ingressos “dos arrependidos/azarados” chama “Comprei e Não Vou“. É um lugar de “cambismo” amigo. É onde você pode vender ou achar aquele ingresso que você queria por um preço – as vezes – mais camarada, outras vezes uma “rara facada”.

Agora não adianta mais xororô por não conseguir comprar ou vender ingresso. Tem sempre alguém que desiste e a sorte é que você não vai precisar ficar na porta do show atrás dos cambistas.

#1696 – Gang Gang Dance na Bienal e no Playcenter

Posted in Artes Plásticas, Experimental with tags , , , , , on 24 de outubro de 2011 by Ricardo Somera

Com o desfalque da banda sueca Peter, Björn and John do lineup do Planeta Terra a organização anunciou a vinda dos novaiorquinos do Gang Gang Dance para substituí-los.
O som dos “caras” é super experimental e combina com o festival que já trouxe Patrick Wolf e Empire of the Sun – que são pop perto do GGD – em edições passadas.

Além do show no Playcentar a vocalista Lizzi Bougatsos divide o Pavilhão da Bienal de São Paulo com artistas como Jeff Koons e Damien Hirst na exposição “Em Nome dos Artistas” que acontece até o dia 4 de dezembro.

Acho que vai ser difícil agradar.

#1697 – Tokyo Police Club é a primeira banda trazida coletivamente pelo Playbook

Posted in Indústria, Indie, New Rave, Rock with tags , , on 21 de outubro de 2011 by Ricardo Somera

O crouwndfunding chegou pra ficar. Depois da empreitada do coletivo dos cariocas empolgados “Queremos” que já levaram nomes como LCD Soundsystem e Vampire Weekend ao Rio de Janeiro sendo finaciado pela multidão indie da cidade maravilhosa agora chegou a vez do resto do país escolher (e bancar) as shows sem depender da boa vontade de patrocinadores e produtores de shows.

A empresa Playbook entrou no mercado de shows financidos pelos fãs e já conseguiu fechar o primeiro deles: Tokyo Police Club.

A banda volta pela terceira vez ao Brasil (Planeta Terra 2007 e recentemente na festa fechada da Jack Daniel’s) e o show vai acontecer no Upper Club e custou R$ 260 a cota para trazer a banda para um clubinho, open bar e no melhor ligar da pista. Pra quem quer ir e não fez parte dos “paulistas empolgados” dá pra comprar no site do Ingresso Fácil por R$ 140 (R$ 70 a meia). SUUUUCESSO!

Qual será a próxima?

O Verão promete!

PS: melhor deixar o próximo financiamento para o ano que vem, né? Já tem SWU, Planeta Terra, UMF Brasil e em breve a inauguração do Cine Jóia tudo esse ano.

PS: trazida é uma palavra estranha, né? Mas pesquisei no Google e tá certo…rs

#1698 – Sai Rick Bonadio. Entra Daniel Ganjaman #VMB11

Posted in Música Brasileira, Rap, TV with tags , , , , , , , , , on 21 de outubro de 2011 by Ricardo Somera

Há anos não vejo o VMB. A última vez foi quando Marcos Mion apresentou e chegou fantasiado de “padre do balão”. Ontem não perdi meu tempo e fui ver “Amizade Colorida” no cinema com uma amiga e depois tomar uma breja. Mas vendo o resultado percebi que a periferia invadiu a MTV.
Tradicionalmente a MTV tem os prêmios dados para as mesmas bandas: Pitty, NX Zero, CPM22, Charlie Brown Jr e Restart. Esse ano a coisa mudou…e pra melhor.

O grande vencedor da noite foi o rapper Criolo (Revelação) com a obra prima “Nó na Orelha” (Melhor Disco) e a música que é considerada a nova “Sampa”, do Caetano Veloso, “Não Existe Amor em SP” (Melhor Música).

O rapper Emicida foi premiado como “Artista do Ano” e pelo clipe “Então Toma”.

Emicida mesmo sendo garoto propaganda de banco, marca de celular e com programa na MTV (sim, ele é da casa!) não me convence muito (gosto apenas da música Triunfo) e o considero musicalmente inferior ao Criolo – talvez por causa da excelente produção do Daniel Ganjaman no “Nó na Orelha”.

Esse ano a MTV inovou nas categorias e “inaugurou” a de melhor capa e quem levou vou a Tiê com “A Coruja e o Coração”. Curtiu?

Pra fechar teve prêmio para grandes clássicos também. Sim, estou falando do Vitinho “Sou Foda”.

Dig dim dig dim dig dim

#1699 – Amanhã começa a 35ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo

Posted in Animação, Cinema, Rap, Rock, Samba with tags , , , , , , , , , on 20 de outubro de 2011 by Ricardo Somera

Amanhã começa a 35ª Mostra de Cinema de SP com mais de 250 filmes para ver na telona (90% de filmes inéditos nas telas brasileiras). Para quem terá a oportunidade de estar em São Paulo nesse período (21/10 a 03/11) a grande graça é ir ao cinema sem ler sobre o filme. Escolher algo aleatório, filme que provavelmente você não iria ver (ou nunca mais terá a chance de ver).

Abaixo estão alguns filmes sobre música que acho (pelo trailer) que vão valer a pena ver em primeira mão, mas se estiver com a sessão lotada…corra para outra sala.

A Alma Roqueira de Noel

(Direção: Alex Miranda)

O roqueiro Paulo Miklos mergulha no universo do samba e cria um show em homenagem ao centenário de Noel Rosa. O documentário mostra os bastidores do show, a visita à Velha Guarda da Vila Isabel; a parceria com o Quinteto em Branco e Preto e com importantes sambistas como Osvaldinho da Cuíca e Fabiana Cozza, além de participações do rapper e apresentador Rappin’ Hood e da compositora Malu Magalhães (desnecessária!).

Batidas, Rimas & Vida: As Viagens de Tribe Called Quest

(Direção: Michael Rapaport)

Com uma carreira de 20 anos como uma das mais originais e influentes bandas de hip hop, o coletivo A Tribe Called Quest, surgido no bairro do Queens, em Nova York, manteve toda uma geração ávida por novas músicas, desde a interrupção da banda anunciada em 1998. O documentário enfoca os dramas e histórias de bastidores que acompanham a banda até hoje, especulando sobre o futuro desses pioneiros do rap alternativo.

Marcelo Yuka no Caminho das Setas

(Direção: Daniela Broitman)

Aos 34 anos, o baterista e compositor Marcelo Yuka estava no auge do sucesso como líder da banda O Rappa, com suas letras carregadas de críticas sociais e sonoridade que se destacavam no cenário pop nacional. Em novembro de 2000, no entanto, sua vida mudou radicalmente ao levar nove tiros numa tentativa de assalto no Rio de Janeiro. Uma das vozes mais ativas na luta por justiça social no país tornou-se ironicamente mais uma vítima da violência urbana. O documentário acompanha o dia-a-dia do músico carioca, revelando a irreverência e suas facetas de homem, artista e ativista.

Outros filmes sobre música “em cartaz” na Mostra

A Nave – Uma Viagem com a Jazz Sinfônica de São Paulo, As Canções (do diretor de Edifício Master, Eduardo Coutinho), Raul – O Início, O Fim e o Meio e Coração do Samba.