#1867 – A Curitiba que eu desconhecia

Eu JURO que já morei em Curitiba e foi lá que fui na minha primeira “balada” rock.

Foi no Empório São Francisco(em 1999), num sábado com Sexofone no palco e muito Mutantes, Made in Brazil e Beatles durante toda noite. Eu nem morava lá e a cidade era bem rock´n roll. Em 2004 passei no vestibular e fui morar num pensionato até eu encontrar um apê.

Todo mundo que eu andava e a maioria dos lugares que eu frequentava era do rock. Empório, Crossroads, Hermes, Porão 88, James, etc. Como a gente batia cartão nos shows do Crackerjack (no Cross), da Réles e do Sexofone (no Empório) e algumas quartas rock no James a cidade parecia o lugar mais roqueiro do mundo, ou melhor, do sul do mundo.

De tanto uma amiga minha insistir pra eu ir numa rave com ela eu decidi que deveria conhecer algo um pouco diferente e me arrisquei ir numa dessas festinhas de psy trance. As raves em Curitiba viraram moda em 2005/2006 com grandes festivais todo fim de semana, que cobravam em média R$35 reais e aglomerava umas 5 mil pessoas por fim de semana (eu só fui em festas desse tipo com mais de 20 mil pessoas!).

Quando me mudei pra São Paulo em julho de 2006 a imagem que eu tinha de Curitiba era: não há lugar mais rock´n roll e tão forte com a música eletrônica quanto Curitiba. Os bares durante toda a semana (no frio ou no raro calor) sempre tinham um bom público pras bandas locais e muitas vezes lotados.

No último dia 26 o principal jornal do Paraná (Gazeta do Povo) divulgou uma pesquisa sobre o perfil do curitibano e até agora não consegui acreditar no resultado da pesquisa.

“Quando o assunto é música, o que garante a preferência de 48% dos moradores da Grande Curitiba é a sertaneja. Este gosto deixa o segundo lugar, a MPB, muito atrás, com 17%, e o rock em quinto, com 14% de adeptos.” parágrafo inicial da reportagem.

Eu morei em outra Curitiba, ela era fria, todo mundo morava sozinho, tudo era barato, taxi pro Empório saia R$ 4 por cabeça, as pessoas achavam que lá era Londres, todo mundo gostava de rock, no DCE tocava rock, no churrasco tocava eletrônica e até TIM Festival tinha por lá. Hoje muita coisa mudou ou eu vivia numa bolha limpa, cheio de gente com cara blasé e que tocava rock a semana inteira!

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Uma resposta to “#1867 – A Curitiba que eu desconhecia”

  1. Pois é, aqui é um lugar bem esquisito. Ou não, não sei.
    Continua se achando Londres, curitibano continua indo no James fazer cara de blasé, no Wonka, entre outras mil coisas. Eu é que perdi o tesão mesmo.

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